Quando a árvore da avenida
começa a se desfolhar
eu sinto que fui vencida
dá vontade de chorar
Quando um vento suave, brando
ressoa pela folhagem
pouco a pouco vai, meu pranto
confundir-se com a aragem
Quando jogo meu olhar
a um passado longínquo
compreendo que meu cismar
será eterno, contínuo
Quando chega, enfim, a noite
de encantamento e mistério
a tristeza me é um açoite
minha alma é um cemitério
***
Chegar no final da estrada
olhar ao longo do caminho
enxergar algum espinho
e mais nada
Procurar com desespero
alguma felicidade
e só vêr uma saudade
pelo caminho inteiro
querer uma luz qualquer
ao término da jornada
e só vêr, meio apagada
uma sombra de mulher
quase prevejo meu fim
na ânsia por ser capaz
serei só sombra fugaz
da idéia que fiz de mim
***
A estrela estava lá,radiosa,fascinante,
Como que desdenhando o convite do louco,
Que a convidara para ser sua amante
Pois,vê-la apenas,ele já julgava pouco
E era tão bela,tinha tal esplendor a estrela,
Que o pobre louco,chorando de dor,
Passou a maldizer-se,quando,ao vê-la
Lhe confessava aos gritos, seu amor
Numa noite estrelada,ele acreditou ouvir
A voz da estrela...e dizia que o amava...
E o pobre louco pôs-se a rir, a rir
E quando,ali pela madrugada,
O coitado morria,sem a morte sentir,
A estrela,lentamente se apagava.
***
... que a chamava como a uma amante
Sempre que a via,pois que vê-la era pouco
...............................
que o coitado, prostrado de dor,
A todos que o viam
Dava pena,
Se ao vê-la,
confessava-lhe em prantos,
seu amor
***
E porque foram tantas as etapas
que percorremos,
tantos os ideais,
que juntos, concretizamos...
Vitórias,
inda que ingratas,
as que antes,nós conquistamos...
E os risos nossos
e os ais...
E porque sempre,iguais,
lado a lado,lutamos
por tudo aquilo que amamos...
E porque havia dependência
de mim para você
e vice – versa
e eu não podia conceber
uma existência
da que nós, juntos,
construímos,
tão diversa...
Tenho saudade.
***
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